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Cada um no seu quadrado

Ter bebê aos trinta anos quer dizer ter um monte de amigas tendo bebê ao mesmo tempo. Quer dizer também ter um monte de amigas pensando em ter bebê ao mesmo tempo. Seria perfeito se todas morássemos na mesma rua e pudéssemos dividir um pouquinho a enxurrada das dúvidas que atravessam nossos dias (e longas noites). Eu mudei de cidade, tem amiga que mudou de país, tem amiga que está no bairro ao lado, mas a real é que com recém-nascido dia e noite exigindo toda a nossa atenção até a amiga mais próxima parece estar em outra dimensão. Então vou escrever um pouquinho, de manhã que é a hora que mesmo exausta não consigo dormir, pra tentar conectar esta gente querida que anda longe.

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7 thoughts on “Cada um no seu quadrado”

  1. êeee, Marilia, que legal o teu blog, eu não conhecia! E agora que vc vai falar desta grande aventura que é ser mãe, vamos trocar muitas ideias por aqui tb =)

    Antonio dorme na minha cama até hoje… rs. Na verdade, desde os 3 meses que a gente faz assim: tipo 20h30, na hora que ele pega no sono mesmo, a gente coloca ele no quartinho dele, no berço. Ele dorme lá tranquilão e tal, mas até hoje, em algum momento da madrugada, ele sempre acorda para mamar (em geral, umas 2h da manhã). Aí, nesta hora, eu ou Rafa levantamos e buscamos ele para a nossa cama. Ali, ele deita entre nós, e mama até pegar no sono de novo, o que agora acontece em poucos segundos (rs). Tem vezes que eu mal abro o olho, nem ele. Mas dormir sozinho, direto, no quarto dele, acho que só quando ele nao mamar mais. Até lá, vamos seguindo assim! =)

    PS.: ameeei a foto pai e filho dormindo iguais! Rafa e Antonio tb têm uns flagras na posicao igualzinha, é incrivel isso!

    Beijos pra vcss!!
    Manu

    1. Manu! Vc tem foto dos dois dormindo juntos? Me manda! E quando é que a gente se encontra? Tão perto, tão longe… Ferinha sábado?

  2. Mariflor, de fato, é uma imersão! No amor, nas questões, nas surpresas, em vários sentimentos, na nova velocidade do relógio, e o melhor de tudo isso é te ver tão disposta a achar o melhor caminho pra andar com tantas coisas, que mesmo algumas velhas conhecidas, agora se renovam.

    Sobre filhos, Nicholas dormiu no mesmo quarto que eu até ter 4 anos, pq eu era uma mãe adolescente, mas nunca dormiu na minha cama. Depois de mamar sim, apagadinho junto da mãe apagada de cansaço, e depois dos chamegos do banho que levam ao soninho gostoso, mas a noite, o esquema era o berço, depois que pegava no sono profundo. Quando já andava bem, perto dos dois anos, ganhou a cama, e foi pura diversão ter a surpresa dele aparecendo no meio da sala, de manhã, ao levantar sozinho, sorrindo muito ao descobrir um novo limite da liberdade. Acho que dormir junto não deve fazer mal e acho que naturalmente, você vai descobrindo quando ele vai precisar do espaço dele. Eles crescem, e pedem amiga, fique tranquila.

    Pra compartilhar, Nicholas fez 12 anos sábado passado, está com 1.70 de altura e calçando 39! Um grande rapaz! Com espinhas e cheio de energia. Minha questão esse ano foi ele começar a andar de ônibus sozinho (para ir e voltar do kung fu na Cardeal Arcoverde), passado 1 mês, já me sinto tranquila e ele já deu retornos de que “se sente gente grande andando de ônibus sozinho”. E ele é, meu gente grande!

    Saudade GIGANTE amiga, compartilhe sempre!
    Beijo beijo!

    1. Minha amiga Janie!

      Você já tem um homem em casa! Você já pensou que o Nicolas vai ficar bem mais alto que você? Minha mãe que tem um amigo que teve dois gigantes, jogadores de polo aquático, contava que quando tinha que dar bronca no filhos mandava eles sentarem, afinal não dá para apontar o dedo pra cima pra passar sermão. O Theo um dia ainda vai ser meu gente grande, o tamanho dos pés e das mãos dão a dica. Ele já dorme no quarto dele agora, as noites de sono mal dormidas foram se acumulando e não quero mais ficar acordando com qualquer barulhinho dele (que aliás são uma delícia quando estamos acordadas), e agora já não preciso ficar checando se ele ainda está respirando a todo momento. Aos poucos a gente vai percebendo que os bebês embora tão pequenos são também muito fortes e que sabem gritar bem alto quando precisam de alguma coisa.

      Quanto ao Nicolas saracuteando por São Paulo de transporte público, acho genial que você deixe ele ganhar sua independência. Lembro que quando fazia balé no Teatro Municipal minha mãe ou meu pai sempre me levavam, as aulas eram duas vezes por semana, depois três, até que quando eu tinha 11 anos passaram a ser todos os dias. Minha mãe me disse, ou você aprende a ir sozinha ou pára o balé. Parar o balé era impensável, então começamos um treinamento e por duas semana minha mãe me levou me falando pra não sentar de perna aberta no metrô, pra não falar com estranhos, pra eu tomar cuidado entre o trem e o vão da plataforma… Nos primeiros dias foi um pouco aterrorizante, ir para aquele centrão de São Paulo, muito antes da revitalização, no meio do vale do Anhangabaú povoado de trombadinhas e gatos vira-latas, mas depois depois de um tempo eu andava com este mesmo orgulho do Nicolas, me achando super gente grande. Adorava contar esta minha façanha no colégio e de vez em quando levava as minhas amigas junto escondido dos pais delas. Foram estes anos de metrô e Anhangabaú que me fizeram despertar o amor pelos centros da cidade e pelos vagões de trem e mais ainda pela independência. Agora, com Theo já com dois meses de idade, o que eu começo a sentir falta são as minhas andanças pela cidade, de ouvir conversa dos outros no ônibus, de perder a estação do metrô no meio dos devaneios. Daqui a pouco, com Theo mais grandinho, vamos ouvir a conversa dos outros juntos, vou ensinar ele a não cair no vão e aos pouquinhos ganhar a sua independência. Eu aqui do auge dos meus dois meses de maternidade, acho que este é o melhor presente que a gente pode dar aos filhos.

      Saudade de gente grande de você!

      Beijo, beijo, beijo.

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